quarta-feira, 25 de julho de 2012

Superação são exemplos da luta contra o câncer

Histórias de superação são exemplos da luta contra o câncer 

Juiz-foranos dão depoimentos de como lutaram e obtiveram sucesso contra câncer de colo do útero, estômago e mama. Eles estão curados

Foto de mãe e filha
Histórias de pessoas que superaram o câncer são bons exemplos de que a luta contra a doença é capaz de terminar na vitória do paciente. O Portal ACESSA.com ouviu depoimentos de juiz-foranos que travaram uma batalha contra o mal e obtiveram cura de cânceres que assolaram o colo do útero, o estômago e a mama.
Vontade de vencer, apoio da família e de amigos, acompanhamento médico específico e disciplina levaram ao sucesso alcançado pelos entrevistados. Compartilhar informações sobre a doença é considerado por eles um meio de estimular a luta contra a doença.
Grávida após câncer de colo do útero
A supervisora administrativa Aline Duarte foi acometida por um câncer de colo do útero, proveniente de papiloma vírus humano (HPV). Ela descobriu a doença aos 19 anos, durante o pós-parto de seu primeiro filho. "Engravidei com 18 anos e, quando a gestação chegou próxima à 28ª semana, uma ultrassonografia identificou diástole zero do útero. O feto já não estava sendo alimentado. Tivemos que fazer um parto prematuro. O menino nasceu com 26 centímetros e 850 gramas, mas não resistiu e faleceu dias depois."
Durante o acompanhamento pós-parto, foi descoberta a presença de três pequenos tumores no colo do útero. Após ser feita biópsias, foi indicada a necessidade de ser realizada uma cirurgia. "A indicação era de remover todo o colo do útero. Mas a médica teve a sensibilidade de ver que eu era uma menina de 19 anos, que havia perdido um filho recentemente, e escolheu por intervenções chamadas de conizações." Segundo Aline, tais cirurgias foram possíveis porque os tumores tinham a característica de serem profundos e estreitos. "Assim sendo, houve a chance de se extrair só os tumores, sem remover todo o colo do útero." Após passar por um tratamento medicamentoso, Aline recebeu a notícia de que não poderia engravidar novamente.
Com o passar do tratamento, a possibilidade de ter mais um filho apareceu em uma consulta médica. "A médica disse que haveria a chance, mas que seria uma gravidez de alto risco, que ia demandar um acompanhamento severo. Eu queria engravidar, então arrisquei. Aos 22 anos, engravidei novamente." A gestação foi tratada com imensa disciplina. E, mesmo com tanto cuidado, Aline precisou passar por uma cirurgia de cerclagem do colo do útero, com 16 semanas de gestação. "Costuraram o colo do meu útero, pois ele estava fragilizado, já que havia perdido força, por conta da remoção dos tumores. A intenção da cirurgia era permitir que meu útero fosse capaz de suportar o peso da criança." A partir da intervenção, o repouso foi absoluto e ainda eram usados medicamentos para evitar a contração muscular e o trabalho de parto prematuro.
Com 30 semanas de gestação, Aline deu à luz a sua filha, hoje com 7 anos (foto acima). "Minha filha é meu tesouro. É o que tenho de mais precioso. Passar por toda essa experiência e vê-la bem, com uma saúde de ferro, é a recompensa de ter vencido a doença." Por conta do HPV, Aline ainda faz acompanhamentos e exames específicos para verificar a saúde do útero. "Sempre fico com receio, pois tenho o vírus ativo em mim. Hoje não penso em ter filhos, mas ainda tenho muita vida pela frente e posso mudar de ideia."
Venceu um câncer de estômago
"Hoje, como mais do que comia antes. Tenho uma vida normal, mas faço acompanhamento da doença de três em três meses."
Durante uma visita ao proctologista, o aposentado Miguel Carvalho Henriques queixou-se de uma dor na barriga com o médico, que resolveu encaminhá-lo a um endocrinologista. Em uma endoscopia com biópsia, foi descoberto um câncer no estômago. "Fiquei preocupado, pois uma notícia como essa causa preocupação. Mas considero que minha reação foi normal. Minha esposa ficou mais apavorada." O tumor foi identificado no início de sua formação, o que aumentava a chance de cura. "O médico disse que estava no início e que eu podia ficar curado. Alertou para o risco que qualquer cirurgia traz, mas disse que seria necessário fazer uma intervenção."
A remoção de parte do estômago foi adiada por uma semana, pois a esposa de Henriques ficou receosa da operação. "Fomos pedir a opinião de mais dois médicos e os três indicaram a necessidade de cirurgia. Um conhecido, que já havia passado pelo mesmo problema, nos encorajou a seguir em frente, dizendo que estava ótimo e que não teve a rotina alterada. Então, parti para a cirurgia."
Henriques perdeu 80% do estômago e foi obrigado a parar de fumar. "Hoje, como mais do que comia antes. Tenho uma vida normal, mas faço acompanhamento da doença de três em três meses, até que passe o período crítico de cinco anos." Ele não mostra preocupação na possibilidade de descobrir outro tipo de tumor. "Sinceramente? Tenho muita fé em Deus. O que vier, tenho que encarar, com a ajuda da minha família."
Identificou tumor na mama fazendo autoexame
A empresária Sandra Alonso descobriu um câncer de mama fazendo o autoexame, no início de 2010. "Fiz o toque e senti um caroço. Procurei um mastologista e comecei a fazer exames. Na ocasião, os médicos diziam que não era nada, por causa do tamanho e do formato do tumor. Acharam que era algo benigno. Mas insisti em fazer uma biópsia e foi descoberto que era câncer." Sandra lembra que, ao receber o resultado, ficou sem chão. "Levei minha filha, que tinha 10 anos na época, e não consegui disfarçar o desespero perto dela. A gente fica sem chão. Foi um susto muito grande."
O câncer obrigou Sandra a tirar toda a mama, imediatamente substituída por uma prótese. Ela ainda passou por seis sessões de quimioterapia, que a levaram a perder os cabelos. "Passei muito mal, tive enjoo, vomitava demais. O cabelo foi cair só na segunda sessão de quimioterapia. Foi uma sensação horrível. A fase mais chocante da doença." A empresária precisou ainda ser orientada por uma nutricionista. "Os alimentos ficaram sem gosto. Eu não conseguia comer bem. Quando o paladar voltava, já estava perto de outra sessão."
"Vá ao médico, faça o autoexame, faça a mamografia. O câncer tem cura."
Hoje Sandra está curada. "Faça um acompanhamento da doença de três em três meses e será assim até completar cinco anos de cirurgia. Tenho fé de que não serei acometida novamente, mas sei do risco de a doença voltar." Segundo ela, os ensinamentos que ficaram sobre o câncer são repassados para outros pacientes. "Sempre que posso, tento tirar uma dúvida de alguém que está passando pelo que já passei. É bom ouvir palavras de conforto. Tenho uma família unida e amigos que estiveram presentes, ligando, dando uma força, dizendo 'você vai vencer'. É importante ter apoio nessas horas."
Além disso, ela enxerga outras mudanças em seu comportamento. "Deus me deu a chance de aprender a dar importância às coisas que realmente são importantes na vida. O conselho que dou para qualquer pessoa que tenha suspeita de câncer é que não tenha medo de ir ao médico, não tema fazer exames. Vá ao médico, faça o autoexame, faça a mamografia. O câncer tem cura."

terça-feira, 17 de julho de 2012

À Procura da Felicidade - Superação a toda prova

À Procura da Felicidade - Superação a toda prova

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Acreditem, é possível vencer! Nem mesmo os maiores obstáculos podem impedir os obstinados. Aqueles que realmente estão imbuídos de uma meta, atrás de objetivos claros e dispostos a suar a camisa atingem o triunfo. Há inúmeras histórias de pessoas comuns, como eu ou você que lê essas linhas nesse exato momento, que chegaram lá porque se dispuseram a ousar, a estudar, a planejar suas carreiras e vidas, a estruturar cada pequeno passo e a não demonstrar desânimo em nenhum momento de suas jornadas.
“À Procura da Felicidade”, estrelado pelo astro Will Smith e dirigido por Gabriele Muccino, nos coloca em contato com uma valiosa história de superação humana. Num cenário que poderia ser qualificado por muitos como um dos piores possíveis, um jovem pai aposta todas as suas fichas e cada um dos seus minguados centavos na concretização de um novo projeto profissional. Na esteira de tudo isso, abandonado pela esposa e assumindo plenamente suas responsabilidades paternas, o personagem come, literalmente, o “pão que o diabo amassou” para concretizar seus sonhos.
E o que podemos tirar de cada fotograma como experiência ou lição para nossas vidas? Muitas coisas. Por exemplo, que aprendemos tanto com os bons quanto com os maus acontecimentos de nossas existências. A decisão de ficar com seu filho de 5 ou 6 anos, contrariando as expectativas e a própria lei, demonstra o quanto a amarga experiência de ter sido abandonando ainda criança por seu pai marcaram o protagonista do filme, vivido por Smith. 

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Uma de suas falas/pensamentos indica com clareza o fato e demonstra que, sejam quais forem as dificuldades ou problemas que enfrente, a paternidade não é e jamais será vista ou entendida como empecilho ou drama pelo personagem. Isso abre espaço para mais uma importante consideração, ou seja, a de que a família, tão pouco considerada e valorizada ultimamente é, com certeza, a célula-mater da sociedade e uma das garantias para o desenvolvimento saudável (em todos os sentidos) de pais e filhos.
Isso também é perceptível com facilidade ao longo do filme quando vemos que, mesmo quando o dinheiro é curtíssimo ou inexistente, ainda que não exista um teto ou comida no prato, a presença e a troca de afeto entre pai e filho garantem tanto para o mais velho quanto para o mais novo, alguma sensação de segurança e de estabilidade.
Essas são apenas lições paralelas ao tema principal do filme, mas que não apenas alimentam a trama (baseada em fatos reais), como também nos levam a crer o quão fidedignos e verdadeiros nos parecem todos os acontecimentos ali descritos. A riqueza da história também reside no fato de que nos identificamos com os personagens e sabemos que tudo aquilo poderia acontecer com qualquer um de nós.
O fio principal que conduz a película é, no entanto, a capacidade de superação, a garra, a fibra e todo o empenho demonstrados pelo personagem de Smith para conseguir atingir seus objetivos profissionais. Uma carreira e não um emprego é o que busca o protagonista e, creiam, há uma diferença muito grande entre ambos. Para entender melhor o que quero dizer com isso, ouse assistir e se emocionar com essa bela história da vida real e, como muitos espectadores, passe a acreditar e lutar você também pelos seus sonhos...
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O Filme
Vender scanners portáteis que realizam vários exames médicos em hospitais pareceu para Chris Gardner (Will Smith, indicado ao Oscar por sua interpretação) e sua esposa Linda (Thandie Newton) um ótimo negócio. Por esse motivo o casal investiu todas as suas economias na aquisição de várias unidades do aparelho e Chris tornou-se vendedor.
Batia de hospital em hospital, visitava clínicas, tentava negociar o equipamento com administradores hospitalares e médicos todos os dias, sem jamais demonstrar cansaço ou desânimo, ainda que os resultados obtidos fossem muito ruins... Passaram-se alguns longos e penosos meses durante os quais Gardner não conseguiu negociar nenhum equipamento. Com isso o dinheiro ficou cada vez mais curto e as contas foram se acumulando: o aluguel, impostos, a água, o telefone, a gasolina,...
O salário de sua esposa era baixo e somente pagava aquilo que era mais imediato. A paciência dela também era curta e, depois de algum tempo, se esgotou completamente. Veio a separação e o abandono do lar pela jovem, em busca de uma melhor perspectiva de vida, que não via ao lado do marido, a quem considerava um perdedor...
Mas a família não se restringia aos dois... Entre eles havia ainda o pequeno Christopher (Jaden Smith, filho de Will Smith na vida real) e suas necessidades, como a creche, a alimentação, as roupas, a higiene, a saúde,... A mãe até quis levar o garoto de 5 ou 6 anos com ela, mas do menino o pai não abriu mão, apesar das dificuldades que a vida lhe apresentava...
A gota d’água para a separação foi a decisão de Chris de tentar uma nova profissão. Queria tornar-se corretor na bolsa de valores, trabalhar numa boa corretora e, como alguns profissionais da área que tivera a oportunidade de observar, ganhar algum dinheiro, segurança e estabilidade.
Nada demais num belo sonho como esse, não acham? Só que para que isso pudesse acontecer, Chris teria que se tornar estagiário de uma firma durante 3 meses, sem qualquer remuneração ou garantia de que poderia ficar com o emprego ao final, posição profissional que estaria disputando com mais algumas dezenas de candidatos... Se não bastasse isso, sem dinheiro, prestes a ser despejado pelo seu senhorio, tendo seu filho a tiracolo e com seu carro tendo sido apreendido pelas autoridades, assim como o que ainda restava de seu saldo bancário, cabia o questionamento: Como encontrar a felicidade?
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Para Refletir

1- As escolas atualmente respondem por inúmeras funções além daquelas relativas ao processo de ensino-aprendizagem. Professores tornaram-se psicólogos, tutores, orientadores profissionais, conselheiros, amigos e, muitas vezes, acabam até mesmo substituindo os próprios pais, tão ausentes na vida e na formação de seus filhos. As famílias precisam se reinventar, aconchegar-se novamente, integrar-se como até algum tempo atrás percebíamos, querer estar unida e junta, regozijar-se em seus encontros e reuniões. Base da sociedade, perdeu os elos que a reuniam, hoje se resume, em muitos casos, a um aglomerado de pessoas que dividem o mesmo teto por possuírem co-sanguineidade e alguns laços materiais a uni-las. Onde está o amor dos pais pelos filhos (e vice-versa)?
2- Ao abordar a diferença entre emprego e carreira percebida no filme “À Procura da Felicidade”, gostaria de dar alguma luz principalmente aos próprios professores. Nossa realidade profissional não é aquela que almejamos e muitas vezes, por conta disso, cruzamos os braços e nos recusamos a fazer mais do que o básico. Dessa forma acabamos entrando num círculo vicioso que nos compele a sempre ficar por baixo, sem alternativas reais de crescimento, de implementação. A superação desse nefasto quadro passa, necessariamente, pela própria consciência que devemos ter quanto ao que pensamos, queremos e realizamos em educação. Muitas vezes acreditamos que os esforços que fazemos são invisíveis aos olhos das demais pessoas, mas isso não é verdade. Se através de nossas ações transformamos e agimos com coração e fé, respaldados pelo estudo, pela criatividade e pela ousadia, havemos de triunfar, como o personagem do filme... (E, diga-se de passagem, isso é valido não só para a educação, como também para qualquer campo de atuação humana).
3- Penso que diariamente somos bombardeados pela mídia com inúmeras notícias ruins. Guerras, violência urbana, devastação ambiental, corrupção, má gestão dos recursos públicos, conduta mais do que inadequada de autoridades ou figuras públicas,... As notícias boas e os exemplos de realização pessoal e profissional, por outro lado, raramente ganham menções ou espaços na televisão, nos rádios, na internet ou em jornais e revistas. E não estou falando apenas de celebridades, grandes empresários, conhecidos cientistas, notórios filantropos,... Há grandes exemplos muito próximos de cada um de nós, em nossas cidades, nos bairros em que vivemos,... Que tal propor aos estudantes que busquem outras histórias de sucesso e vitória como a do filme “À Procura da Felicidade”?
Cartaz-do-Filme
Ficha Técnica
À Procura da Felicidade
(The Pursuit of Happiness)
País/Ano de produção: Estados Unidos, 2006
Duração/Gênero: 117 min., Drama
Direção de Gabriele Muccino
Roteiro de Steve Conrad
Elenco: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, Brian Howe, James Karen, Dan Castellaneta, Kurt Fuller, Takayo Fischer, Domenic Bove, Scott Klace.